PRÊMIO NOBEL DE FÍSICA 2017

By Inovafi | Acontece na Ciência | 0 Comments

A Real Academia Sueca de Ciências decidiu dividir o prêmio o Prêmio Nobel de Física 2017 entre os pesquisadores Rainer Weiss, Barry C. Barish e Kip S. Thorne “pelas contribuições decisivas para o detector LIGO e para a observação de ondas gravitacionais”.

O sinal que chegou extremamente fraco foi detectado pelo Observatório de Ondas Gravitacionais do Interferômetro Laser – LIGO, um projeto colaborativo que envolve mais de mil pesquisadores de mais de 20 países e que usou um par de interferômetros laser gigantes para medir uma variação milhares de vezes menor do que um núcleo atômico, quando a onda gravitacional passou pela Terra.

Foram mais de mais de quatro décadas de esforço nessa observação cuja possibilidade de detecção era tão baixa que até o próprio Einstein que as previu em sua Teoria Geral da Relatividade estava convencido que nunca seria possível medi-las.  Essas ondas tiveram sua origem na colisão entre dois buracos negros e demoraram 1,3 bilhões de anos para serem detectadas. Uma animação feita pela LIGO disponível neste link  ilustra como essas ondas gravitacionais são geradas.

Até agora, todos os tipos de radiação e partículas eletromagnéticas, como os raios cósmicos ou os neutrinos, foram utilizados para explorar o universo. No entanto, as ondas gravitacionais são testemunho direto de interrupções no espaço-tempo em si. Isso é algo completamente novo e diferente, abrindo mundos invisíveis e pode revolucionar o que sabemos de astrofísica.

O gráfico a seguir mostra os dados de cada um dos três observatórios onde as ondas foram observadas. O gráfico superior mostra a Relação Sinal / Ruído – ou aproximadamente a importância da detecção. O gráfico do meio mostra o “chirp” ou a mudança de freqüência ao longo do tempo. O gráfico inferior mostra a forma de onda. 

Image Credit: Caltech/MIT/LIGO Lab

 

Fontes:

https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2017/

https://www.ligo.caltech.edu/

 

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